ANALISE: Luxemburgo deixa atacantes 'isolados', mas conquista ponto para elevar confiança do Corinthians
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da fazobetai: O empate do Corinthians em 1 a 1 diante do Fortaleza pela quarta rodada do Brasileirão marcou as primeiras mudanças mais profundas de Vanderlei Luxemburgo na equipe. As principais delas no ataque, com Yuri Alberto entre os reservas e Róger Guedes na posição do centroavante, algo bem diferente do que aconteceu na maioria da temporada até aqui, quando os dois formaram uma dupla.
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da betway: Para completar a escalação no 4-1-4-1, Luxa colocou Adson aberto pelo lado direito e Pedro pelo lado esquerdo, como pontas. Questionado na entrevista coletiva, o técnico afirmou que Róger não joga sozinho na frente, e que o sistema pode se transformar em um 4-3-3 com as movimentações do jogo.
+ ATUAÇÕES: Yuri Alberto entra no segundo tempo e impede derrota do Corinthians para o Fortaleza
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Na prática, porém, o que se viu foi justamente o contrário, já que os pontas ficaram muitas vezes isolados do resto do time. O time de Vojvoda marcava no 4-4-2 com duas linhas que acompanhavam a bola de um lado para o outro. Nesse duelo, sempre que Adson ou Pedro recebiam a bola, estavam cercados por três ou quatro adversários.
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Luxemburgo sempre destaca a importância de ter jogadores que ‘quebram linhas’ – ou seja, superem a marcação e a cobertura – com o drible, como Pedro e Adson. Logo, receber a bola cercado por três marcadores não seria um problema. Mas até onde é possível depender da individualidade contra um adversário que concentra todos os seus jogadores em, no máximo, 20 metros entre a defesa e o ataque, como foi o Fortaleza?
A aproximação entre os jogadores, característica forte do ‘estilo brasileiro’ defendido por Luxa, pode ser a resposta: Róger Guedes, que já atuou nas duas pontas e foi segundo-atacante no Timão, poderia sair de sua posição, circular pelo ataque e ajudar na criação. Vale lembrar: a partida contra o Fortaleza foi apenas a segunda do técnico no comando do time, e essas dinâmicas devem ser melhoradas com o tempo.
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E Yuri Alberto, onde encaixa nesse time? Sua entrada, centralizado, aos 19 do segundo tempo, pode servir de referência: enquanto o centroavante prendia a defesa adversária, Róger Guedes voltou a jogar pelo lado esquerdo e ser mais participativo no ataque – foi dele a assistência para o gol. É importante citar que, durante a coletiva, Luxemburgo praticamente descartou a montagem de uma dupla de ataque no time.
A pergunta que fica então é: como montar um ataque mais coletivo, que não deixe os pontas isolados contra três ou quatro adversários, utilizando a mesma escalação do último jogo? Além de tranquilizar e elevar a confiança do time, o gol de Yuri Alberto – além do ponto conquistado – pode indicar a resposta.
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